Era uma tarde de terça feira…

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"Estava apreensiva, pois tinha conversado sobre a hipótese de ficarmos fechados em casa mais cedo do que poderíamos esperar..."

Era uma tarde de terça feira. Voltara de uma tarde de ensaios de guitarra.
Estava apreensiva, pois tinha conversado sobre a hipótese de ficarmos fechados em casa mais cedo do que poderíamos esperar.

Parei.
Pus os fones e decidi pôr uma playlist a que chamo “banda sonora da minha vida”. Gosto bastante dela, pois ela tem o poder de me transportar para o papel de uma personagem principal de um daqueles filmes antigos intemporais.

Naquele momento, decidi, que durante aquele passeio costumeiro, interpretaria esta personagem que idealizei para mim mesma.

Sentei me na borda do passeio, a ver o pôr do sol que espreitava entre prédios.

Quando já não conseguia ver mais, pus-me de pé, e decidi ir pelo caminho mais longo.

Não tinha pressa.
A luz do ar era roxa.

Quando me recordo desta tarde, é a primeira coisa de que me recordo.
Ataques de sinestesia?

Olhando para trás, talvez estivesse assustada, e este pequeno teatro fosse uma forma de me abstrair de tudo em geral.

Lembro-me de quando cheguei a casa. Estava feliz, despreocupada.
Contrastava um pouco com o meu “eu” apreensivo no princípio do caminho.

Isto foi há 47 dias.
Todos os dias risco no calendário o dia anterior, para saber em que dia estou.

Durante a quarentena, costumo comparar-me a um ser um pouco adormecido, mas bastante pensativo.

Todos os dias parecem domingo (aquele dia em que toda a gente está um pouco deprimida, por no dia seguinte ser segunda feira).

Acho que dos “fios” que me “ligavam à terra”, só restam aqueles que me conferem mais conforto, alegria e companhia.

Arte, amigos, música, livros, família…

Ao menos uma coisa boa trazida pela quarentena.
Aprendemos forçosamente a “filtrar” o que a nossa alma precisa para voar cada vez mais alto.

Pois, se o nosso corpo está preso, é urgente que as nossas almas voem mais alto do que alguma vez voaram.

Oxalá esta quarentena traga mais almas voadoras.

Teresa Souza d’Alte

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